Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
#IMPRESSO

As possibilidades da Publicidade & Propaganda

Curso dura quatro anos e encoraja o empreendedorismo
Publicidade
curtiu? compartilhe
01.06 2018

Publicidade. Vamos começar com um rápido experimento. Olhe ao redor e identifique marcas. Perceba o design, os outdoors, os anúncios, logos e comerciais. Tudo isso é uma pequena fração do trabalho da Publicidade e Propaganda, nosso assunto de hoje. PP para os mais chegados, ela é uma das áreas de Comunicação Social junto com o Jornalismo e as Relações Públicas. O mercado é vasto em possibilidades: do trabalho mais tradicional, em agências de publicidade, à produção de conteúdo, promoção de vendas, eventos, em RH, no treinamento de pessoal, no design. Primeiro, vamos tirar algo do caminho: para ser publicitário, na teoria, não precisa de diploma. “Quando o aluno entra no curso, já digo que ele é meu colega”, afirma o coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, Sergio Trein.

Ok, se não precisa diploma, por que fazer uma faculdade de PP? “Uma pesquisa da Associação Riograndense de Propaganda, a ARP, afirma que 98% dos profissionais que atuam no Rio Grande do Sul são formados”, explica o professor. O mercado, segundo ele, valoriza bastante o curso superior: “Dificilmente será contratado alguém que não tenha formação ou que não esteja no curso. Nossa área tem muita regulação envolvida, então não pode haver riscos, por exemplo, de um comercial sair do ar ou de que uma marca seja processada.” Esse tipo de preparo, garante Sergio, a gente ganha com os estudos. Como serão suas primeiras aulas? “No início, a gente trabalha um contexto introdutório sobre a propaganda. Queremos que o aluno conheça exatamente como é a profissão que ele estudará ao longo dos próximos quatro anos. Falamos sobre as áreas de atuação, as leis que fiscalizam a prática, as questões éticas”, explica Sergio. No primeiro semestre, o estudante também executa atividades relacionadas à imagem.

“Ele já começa o curso com conteúdos práticos em laboratório”, explica. Um elemento importante da publicidade é o empreendedorismo, que também é visto durante o curso, lembra Sergio. “Muitos profissionais decidem abrir suas próprias agências, e o mercado dá oportunidade para isso. Hoje o digital facilita. Eu posso fazer um logo, uma foto, para alguém de outro Estado. O profissional não está preso ao local.” Por outro lado, o professor afirma que há muitos alunos do interior que decidem abrir seus negócios perto de casa, muitas vezes explorando um mercado novo e fértil.

Contato com o mercado

“Recomendo estágio no momento em que o aluno se inscreve no vestibular!”, defende o professor Sergio Trein. O estágio em PP não é obrigatório, mas altamente recomendado. “O aluno precisa começar a trabalhar logo, conhecer as oportunidades da profissão.” É nessa etapa que está a sapiranguense Eduarda Niemeier, de 19 anos. No primeiro semestre do curso, na Universidade Feevale, ela buscou estágio cedo. “Eu não tenho muito tempo na publicidade, então ainda estou me adaptando”, afirma. Mesmo no início, ela já pode experimentar algumas das dores e delícias da profissão. “Não é todo dia que está às mil maravilhas, mas, quando a gente recebe um retorno positivo de um cliente, vê que nosso trabalho deu retorno, é muito legal.”

Publicidade. Empatia é preciso

Para Dudu Rodrigues, diretor criativo da agência WT. AG, de Novo Hamburgo, o profissional da publicidade deve saber se colocar no lugar do outro, deve ter empatia. “A pessoa que vai receber a mensagem que queremos passar não está na mesa de reuniões da agência. Então, os profissionais precisam entender que não pode tomar uma decisão baseada nas próprias verdades”, defende. Ele, que é jornalista por formação, ainda destaca a importância de se lidar com dados. “Eu entrei para o Jornalismo para fugir das exatas”, brinca. Ele garante que cálculos, gráficos e planilhas são uma parte muito importante do trabalho de um publicitário: “Temos muitos dados disponíveis sobre nosso trabalho. Precisamos saber olhar esses dados e compreendê-los.”

“A gente fala muito daquela magia em torno da ideia, da criatividade, mas, hoje, o mercado busca gente que tenha ideias viáveis, relevantes e que tenham um retorno satisfatório”, explica Dudu: “Aquela imagem do publicitário arrogante, do dono da ideia, não existe mais. Hoje a construção é coletiva. É preciso entender o que a marca precisa e que isso nem sempre se enquadra em alguma ideia genial que a gente tenha.”