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#FOTO

E aí, quer deixar as suas fotos muito melhores?

Trazemos dicas e inspirações para quem curte essa arte.
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29.03 2018

Bruno Alencastro. Qual a última vez que você tirou uma foto? Quando fez isso você se preocupou com a luz, o foco, o enquadramento?

“Existe uma onipresença da imagem, propagada todo o dia com muitas fotos, mas falta a busca por um olhar mais estético”, afirma o professor do curso de Fotografia da Unisinos Bruno Alencastro (brunoalencastro.com.br). A foto aí do lado é dele, a propósito.

Para o professor, hoje a gente clica tanto, registra tanta coisa, que acaba banalizando a foto. A tecnologia nos permite fazer registros quase ilimitados na esperança de conseguir uma foto boa: “Isso faz com que as pessoas acabem esquecendo alguns cuidados.” Todo mundo quer tirar fotos melhores, não é?

Para Bruno, o primeiro passo para qualificar suas imagens – seja de forma profissional ou como hobby, para publicar em redes sociais – é buscar inspirações e referências, sejam fotógrafos ou influenciadores que você gosta, filmes, séries, pinturas e outras artes visuais.

“Experimente voltar para algo que você gosta, mas com um olhar investigativo. Perguntar, por exemplo, ‘por que aquele filme me chama a atenção?’ Ver cor, simetria, a construção das cenas”, recomenda o professor. Essa formação de um repertório é o primeiro passo para aperfeiçoar seu olhar sobre as coisas. Afinal, estar atento aos detalhes do mundo é uma qualidade muito importante para quem quer retratá-lo, certo?

Outra questão importante é a luz. “Fotografia é desenhar com a luz”, afirma Bruno. O professor recomenda que, ao tirar uma foto, a gente preste muita atenção na iluminação.
“Qual minha fonte de luz? É artificial, de uma lâmpada, ou natural, do sol? Preciso me posicionar de forma que a incidência da luz favoreça o que estou fotografando.” Bruno lembra que a luz pode ser usada de forma criativa, fotografando sombras ou silhuetas: “O fotógrafo deve identificar de onde vem a luz e decidir como trabalhar com ela. Dependendo de onde ele está em relação à fonte de luz, ela vai incidir de uma maneira ou de outra, com resultados muito diferentes.”

Eu não tenho equipamento =(

“O equipamento não pode ser uma amarra, uma desculpa para deixar de fazer alguma coisa”, alerta Bruno. Ele destaca que tem gente fazendo bons trabalhos até mesmo com celular, pois sabe tirar proveito dele: “Hoje, esses experimentalismos são aceitos.”

A qualidade das câmeras evoluiu de tal forma que acabou nivelando a capacidade de produção. Por isso, o diferencial está em ser criativo. “Tem muita imagem redundante que acaba não levando a lugar nenhum”, observa Bruno. É preciso se perguntar ‘Eu preciso fotografar? Preciso fazer mais uma foto do Cristo Redentor?”

Jonathan Regra. Buscando oportunidades =)

Jonathan Regra, 17 anos, estudante da Escola de Aplicação Feevale, despertou interesse pela foto a partir dos celulares. “Gostava de ver análises de aparelhos. Comecei a pesquisar fotografia para entender melhor como funcionam as câmeras deles”, conta.

A partir daí, ele começou a observar paisagens, ângulos, e tentar fazer fotos mais artísticas. O trabalho pode ser conferido no Instagram, lá no @Jonathan_Regra. Como inspiração, ele recomenda o YouTuber André Pilli. “Agora procuro uma oportunidade na área. Por enquanto é só hobby, mas sempre quero levar para o lado mais profissional e trazer mais qualidade para meu conteúdo.”

Dá uma olhada no material dele:


Buscando referências

Selecionamos alguns links com boas inspirações:

André Pilli, YouTuber brasileiro

Trabalhos do curso de Fotografia da Unisinos

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