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#IMPRESSO

Aprendendo história fazendo cinema

Produzindo curtas, estudantes retratam povos antigos.
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07.12 2017

Cinema Santa Catarina. A Pré-História, o antigo Egito, a Mesopotâmia, os Persas e os Fenícios. Esses foram alguns dos cenários e civilizações presentes em curtas-metragens produzidos por alunos do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Santa Catarina, de Novo Hamburgo durante a aula de História. A ideia foi retratar em vídeo um pouco da cultura e costumes dos povos antigos. Tarefa para um Michael Bay? Nada disso! Com câmeras, celulares e muita criatividade – que incluiu a criação de viagens no tempo e efeitos especiais – os alunos conseguiram aprender e ensinar por meio de divertidos vídeos. Alguns contaram histórias fictícias usando o período estudado como pano de fundo, outros retrataram de uma forma mais ampla os costumes da época.

“O meu grupo usou só o celular. Até a edição do vídeo fizemos nele também”, afirma o estudante Davi Carvalho de Campes, de 16 anos, que produziu e atuou em curta baseado na Pré-História. “O nosso filme é mais uma representação do que teria acontecido nessa época. Eu, como líder da tribo, apareço distribuindo as funções entre o grupo”, explica. “Nossa época foi a dos fenícios. Usamos a personagem de uma rainha muito malvada que existiu mesmo. Pensamos em mostrar essa rainha e como o povo se revoltou contra ela”, afirma Francesca Marchetto, de 16 anos.

“Eu acredito que a imagem associada ao som e combinada com o entusiasmo de filmar resulta em uma produção boa de aprendizagem”, explica a professora Maria Angélica Denicol, idealizadora do projeto Mostra Santa de Cinema – Mosca, do Colégio Santa Catarina, já em sua sexta edição. “Quando a gente pensa em ensinar, a tendência é que o professor explique, o aluno escute, estude e faça a prova. Isso não é o ideal. O ideal é que ele vivencie o que está aprendendo”, defende. Para ela, o momento de produção do filme propicia essa vivência, pois o aluno precisa transformar o que foi visto em sala de aula em um roteiro que retrate a realidade do povo que ele está estudando.

Cinema no Santa Catarina. A proposta foi apresentada no início do ano, para que na metade do ciclo letivo os alunos começassem a organização dos seus trabalhos. “Eu dizia para eles assim, quando estávamos estudando a Pré-História, por exemplo: ‘lembrem que mais adiante alguém vai filmar isso! Assim foi com os egípcios, persas, fenícios e cretenses”, afirma.

Em julho, os alunos começaram a planejar seus filmes. “A gente propôs uma filmagem livre, na qual eles colocariam os conhecimentos sobre o povo estudado”, explica. A liberdade trouxe vários formatos: alguns – para resolver a questão da produção de figurinos e cenários de época – trabalharam com a noção de viagem no tempo, outros criaram roteiros de ficção usando a História como pano de fundo e ainda teve aqueles que preferiram um formato mais puxado para o documentário.

Premiação

O resultado do trabalho é apresentado e avaliado em sala de aula, para depois ganhar o tapete vermelho na noite da Mosca, uma alusão ao Oscar. Vestidos de acordo, os alunos participaram, na semana passada, da exibição dos filmes para familiares, amigos e para a comunidade. “Os filmes são apresentados para um júri, que avalia os filmes segundo uma série de critérios, como os conhecimentos apresentados, cenários, figurino e criatividade”, explica a professora Maria.

Os três primeiros colocados receberam troféus, assim como melhor ator e melhor atriz. “Eu acho super importante essa premiação. A maioria dos trabalhos que a gente faz fica na sala de aula. Essa noite é um jeito de valorizar o que a gente fez”, comemora Paola.