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#TRABALHO

Quer ter o seu próprio negócio? Já pode começar!

O segredo é entender todo o processo e pôr sua ideia à prova
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23.11 2017

“Eu podia ganhar dinheiro com isso!” Quem nunca teve essa sensação? Ter um negócio próprio é algo que assusta muita gente, mas está longe de ser uma tarefa impossível. “Alguns teóricos dizem que o empreendedorismo está no gene, outros dizem que é cultural. Eu acredito que é um misto dos dois”, afirma o professor do curso de Administração – Gestão para Inovação e Liderança da Unisinos Alexandre Pereira. Seja para vender brigadeiros na escola ou criar algum produto mais complexo, o empreendedorismo pode chegar bem cedo: “Temos casos nos EUA de jovens de 12, 14 anos, criando empresas”, afirma Alexandre. Tudo começa com uma ideia.

“É quase um crime o que vou falar, mas a primeira dica é ‘fale com as pessoas sobre a sua ideia’!”, garante o professor. Como assim? E o risco de alguém copiar? “Não é com qualquer pessoa. Fale com potenciais clientes”, esclarece. O chamado “teste de hipótese” é fundamental em qualquer negócio. Assim a gente consegue identificar tendências e ter uma ideia do mercado, clareando o caminho à frente. O próximo passo é ter uma noção muito definida dos custos e de todo o trabalho que o negócio envolve. Faz uma pizza ótima e quer vender ela para os amigos? Coloque tudo no papel. Todos os gastos e tarefas. É preciso ter tudo muito bem registrado, pois essas informações o ajudarão a saber se o negócio está dando certo e se o trabalho está valendo a pena. “Também é preciso entender os riscos, quais as parcerias que tenho que buscar, potenciais fontes de recursos e assim por diante”, alerta o professor. É preciso dominar todo o funcionamento do seu negócio se quiser detectar problemas e perceber oportunidades.

Fez tudo isso? Tem o produto em mãos? Hora dos testes. É o chamado mínimo produto viável (MPV), ou seja, pequenas quantidades – versões beta – para “degustação”. É um momento para testar qualidade, preços, distribuição e tudo mais. “É muito mais fácil modificar uma receita em pequena quantidade do que algo que já está pronto, no mercado”, garante Alexandre.

T Second Hand Bazar. rabalho em todas as frentes

Conhece a Camila Rech, a Dóris Baumer ou o Felipe Huf Cavalheiro? Com muitos seguidores no digital, eles decidiram aproveitar a oportunidade e criar um projeto no mundo real. Assim nasceu o Second Hand Bazar, uma feira que já está na quinta edição e vai muito bem, obrigado. “Tínhamos muitos itens que não usávamos mais. Como temos vários seguidores que comentam nossos looks, decidimos criar o bazar para vender essas peças por preços super em conta”, explica Camila. Com bastante força na Internet, o trio viu em suas redes um potencial grande de divulgação: “A gente também consegue reunir quem nos segue pela Internet em um encontro presencial.” Com o passar das edições, a equipe cresceu em organização e parcerias. “Agora temos muito mais peças, e fomos atrás de parceiros para oferecermos um ambiente legal e descontraído. Aproveitamos para ajudar outras pessoas também, então a entrada para o evento é um 1 quilo de alimento. No último que fizemos e nesse próximo também será aceita doação de ração como entrada. O que for recolhido será doado para o Projeto Vidda, parceiro do Second Hand.” A próxima edição do bazar rola no dia 2, das 10 às 19 horas, no Espaço Ladeira 43 (Rua Mena Barreto, 43, Novo Hamburgo).

Empreendendo em conjunto!


Se uma cabeça pode ter boas ideias, um grupo pensando em conjunto pode fazer ainda melhor. Muita gente chega no terceirão e pensa em fazer alguma atividade para arrecadar fundos para a formatura, por exemplo. Para eles, Alexandre tem uma dica: “Fujam do modelo comum, do ‘vender brigadeiro’. Nada contra brigadeiro, adoro brigadeiro, mas trinta jovens empreendedores em busca de um objetivo comum podem gerar muito mais receita! O segredo está em gerar experiências para o consumidor.”

O professor garante que existem muitas oportunidades para agregar valor a o produto: “Conheço casos de turmas que conheciam alguém famoso ou relevante, um artista ou empresário, por exemplo, e junto com o produto fizeram um sorteio em que o ganhador teria a oportunidade de conhecer essa pessoa, tomar um café com ela. Em vez de ‘vender o brigadeiro’ por R$ 2, eles podiam vender por R$ 5 e proporcionar a expectativa desse encontro aos clientes.” Como em muita coisa na vida, boas ideias, se bem executadas, podem trazer grandes resultados!