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#GAMES

Evento reuniu desenvolvedores para trocar ideias sobre games

Game On faz parte do calendário do curso de Jogos Digitais da Feevale.
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13.07 2017

Pali Game. O desenvolvimento de jogos digitais não é um trabalho simples. Nem simples, nem fácil, nem barato. Os blockbusters requerem milhões de dólares – superando muito filme de Hollywood por aí – times de centenas de pessoas e anos de trabalho para virarem realidade. Claro que existem jogos com orçamentos menores, feitos por equipes pequenas, mas nem por isso menos complexos.

Um dos passos mais importantes nessa história – talvez o mais importante deles – é a fase de testes. Ela acontece durante todo o trabalho de produção e pode envolver mesmo quem não está diretamente ligado à criação do game. Para auxiliar nesse processo que entra o Game On, evento aberto que rolou semana passada na Universidade Feevale. “É um evento que acontece na última semana de aula, um momento de entrega de trabalhos e avaliações. Percebemos que os alunos de diferentes semestres não interagiam muito entre si, então resolvemos criar um evento para que eles pudessem mostrar seus jogos e testar os projetos de outros criadores”, explica o professor EdH Müller, do curso de Jogos Digitais da Feevale.

Durante o evento, alunos puderam pôr seus jogos à prova e trocar experiências com colegas de todos os semestres do curso. Desenvolvedores de fora também foram recebidos e mostraram seus games no mesmo espaço que os acadêmicos. No total, foram apresentados 30 projetos, com a presença de mais de 120 pessoas.

Pali Game. De criador para criador

Antes de todas as edições do Game On sempre rola o Papo Gamer, evento que algum profissional é convidado para falar sobre o desenvolvimento de jogos. Dessa vez, Felipe Molin, game designer no Aquiris Studio. Molin destacou a importância do Game On, afirmando que o processo de testes é fundamental durante o desenvolvimento de um jogo. “Mostrar um game para quem também desenvolve é ótimo”, garante. Para ele, o desenvolvedor que não testa seu game com outras pessoas corre o risco de se fechar em uma bolha e não perceber problemas simples em seu produto. “O mais importante é aceitar o feedback de quem testa”, recomenda Felipe. Ele reforça, por outro lado, que é importante que o desenvolvedor use esse retorno como um guia, e não como regra: “Você não precisa mudar tudo que disserem que está ruim. Mas se nove a cada dez pessoas disserem que algo está ruim, é um indicativo bem forte.”

Eu, developer

Eu, Marcelo Collar, fui ao Game On com duas missões a serem cumpridas: a de cobrir o evento para o Bombô e a de apresentar meu jogo. Sim, porque também faço jogos. Chegando lá, encontrei o contato, o professor EdH, com quem havia marcado a pauta, e falei sobre meu projeto.

Depois de resolver todas as questões relacionadas à pauta, conversar com professores, alunos e dar uma boa olhada nos jogos, resolvi colocar o meu game na roda.

Foi uma experiência muito produtiva. Como produzo sozinho, havia detalhes que não percebia e que poderiam ser melhorados. Sem dúvida, por mais rápida que tenha sido a passagem desse humilde editor pelo evento, saí de lá com ótimas ideias.