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#CIÊNCIA

Como a robótica pode te transformar em um rockstar

Prática ensina noções de programação, mas não é só isso.
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05.07 2017

Robótica. “Os programadores são os rockstars de hoje. Simples assim.” A frase é de Will.I.Am, da banda norte-americana Black Eyed Peas. Entusiasta da tecnologia, o rapper, há alguns anos, começou a fazer aulas de programação: “Dependemos da tecnologia para tudo. Para nos comunicarmos, para ir ao banco. No entanto, pouca gente sabe criar essa tecnologia”.

Will.I.Am acredita que saber programar, no futuro, será tão importante como saber mexer em um computador hoje em dia. E não é só ele. Steve Jobs, co-fundador da Apple, uma vez disse que todos deveriam saber programar, pois isso nos ensina a pensar.

Despertar o gosto pela programação, pela Matemática, Física e outras ciências exatas é um dos papéis da robótica educacional. “É uma ferramenta de ensino que, em um primeiro momento, auxilia na compreensão de conteúdos vistos em sala de aula. Os alunos podem ver a matemática em ação, ver para que ela serve”, ressalta Filipe Ghesla, professor de robótica no Colégio Marista Pio XII, em Novo Hamburgo.

“Hoje as crianças crescem com a tecnologia fazendo muito parte da vida deles. A robótica mostra que existe muito estudo e ciência por trás de tudo isso. A tecnologia não cai do céu!”, brinca Filipe. Além disso, ele também destaca que o contato com a parte prática das Ciências Exatas pode despertar o interesse de futuros talentos: “Tem muita gente boa que talvez nunca tivesse a oportunidade de entrar em contato com o desenvolvimento de tecnologia. Na robótica eles têm.”

Saber programar

Para a professora Eliane Schlemmer, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisinos, para ser efetiva como ferramenta de ensino, a robótica deve possibilitar a inventividade e despertar a criatividade dos estudantes.

“Ela deve envolver a criação de problemas e soluções, não pode ser um simples passo a passo”, argumenta. Para a professora, assim como hoje a alfabetização envolve saber ler e escrever, em um futuro próximo, ela pode envolver o saber programar.

Nesse sentido, estudantes que tenham familiaridade com a robótica vão largar na frente: “Quando você desenha um robô, ele precisa ter vida. Essa vida é a programação.”

Robótica. As "soft skills"

Participar de uma equipe de robótica também possibilita que o estudante trabalhe uma série de habilidades que não são ensinadas em sala de aula, mas que são muito importantes para a nossa vida.

“São as soft skills, qualidades difíceis de se medir com uma prova, por exemplo, mas que são aprimoradas na robótica, como a comunicação, o trabalho em equipe, a capacidade de solução de problemas e o convívio com opiniões diferentes”, explica.

“Por ser um processo de criação constante, surge um grande número de ideias, muitas vezes divergentes. Os estudantes aprendem desde cedo a tratar o colega não como melhor amigo, mas como alguém que está trabalhando com eles para atingir um objetivo em comum. Isso requer que eles aprendam a lidar com ideias diferentes”, explica Filipe.

Quer aprender?

Um dos elementos da robótica é criar o programa que fará o robô funcionar. Nele os programadores transformam suas ideias em uma linguagem que os computadores entendam. Existem vários sites que disponibilizam ferramentas para quem quer aprender os princípios da programação. Um deles é o Br.Code.org. Nele é possível encontrar uma série de jogos e programas que usam vários princípios básicos de programação. É tudo de graça, só entrar lá e sair jogando. Alguns deles são mais próximos ainda da robótica e te deixam programar robôs.

Robótica.

Entendendo o código

Temos aqui um pequeno código na linguagem C, se finalizado e executado, iria escrever "Olá, Mundo!" na tela do computador. Dá uma olhada como ele funciona, com comentários antes das //, como é usado em na vida real:

// main é o ponto de partida para a execução do programa, sempre usado na linguagem C:

int main() {

// O comando Printf exibe um texto na tela. Nessa linha, ele mostrará o texto "Olá, Mundo":

printf("Olá, Mundo!");

// O comando return 0 finaliza o programa:

return 0;

}

// Completo, o código ficaria assim: 

int main() {

printf("Olá, Mundo!");

return 0;

}